O mercado assume o lugar de Deus, e as instituições religiosas adentram um caminho perigoso. As exposições feitas pelo pastor Ricardo Bitum é interessantíssima.
O Pr. Ricardo Bitum, no Seminário Lutando pela Igreja, aborda A Crise Neopentecostal. Dentro da sua palestra ele enfatiza como o Deus Mercado tem influenciado a teologia principalmente a da Prosperidade e da Batalha Espiritual.
Thiago Barbosa
Cristianismo Livre
quarta-feira, 7 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Lembrando Milton Schwantes
Certamente esse é o teólogo que trouxe uma lufada de ar fresco ao pensamento teológico da América Latina. mais que um pensador, seu pensamento se fez com os alunos. Este vídeo mostra essa relação. Uma relação de vida acadêmica, uma vida que vale à pena ser vivida. Uma vida com Deus.
Obrigado Milton Schwantes, suas contribuições nos direcionaram ao estudo teônomo, ao academicismo, mas também à comunidade, às gentes latinas, ao ser humano.
Thiago Barbosa
Obrigado Milton Schwantes, suas contribuições nos direcionaram ao estudo teônomo, ao academicismo, mas também à comunidade, às gentes latinas, ao ser humano.
Thiago Barbosa
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Aprendendo com o imponderável
A última postagem de meu amigo Jonathan me chamou a atenção. Há certezas? Essa é um pergunta que, afoitamente, qualquer religioso mais obtuso disporia-se ao sim, claro, assertivo. Mas em uma sociedade volátil como a que estamos inseridos, a certeza, é que não há certezas. Em nós resta-nos o salto no escuro, a fé, na religião ou na ciência. Ainda sim fé. Resta-nos o imponderável, aquilo que está para além de nós mesmos.
Luís Carlos de Menezes é professor do Instituto de Física da USP e membro do Conselho Técnico Científico da CAPES para Educação Básica e membro da equipe da UNESCO do Projeto de Currículos Integrados no Ensino Médio. Aqui ele mistura assuntos como cosmos, tempo, educação, tecnologia e exclusão social para discorrer sobre o momento singular da atualidade. Para ele "devemos reconhecer o imponderável, gerar o novo, tendo a dúvida como direito, essa é a condição de liberdade".
No vídeo a seguir, o professor Luis Carlos Menezes põe-se a pensar na possibilidade de se aprender com as incertezas, o aprendizado que vem do imponderável. Agradou-me, afinal, agrada-me a possibilidade de um alicerce movediço, ovos que são pisados, enquanto arfamos por uma vida mais autônoma. Na expectativa religiosa talvez seja mais adequado o uso do termo "tillichiano" - uma vida teônoma. Aquela que manifesta-se na busca incerta do Sagrado. Um sagrado mais para Rudolph Otto do que para Karl Barth. Talvez mais próximo do Deus desconhecido "nietzschiano" do que do Deus presente e palpável dos fundamentos estadunidenses. Talvez um Deus como o do PseudoDionísio de Aeropagital, um Deus que está para além, que é super-trans-over-hiper. Um Deus que está para além dele mesmo (talvez?), mas que certamente está para além de nós. Mas estranhamente, ainda assim, em nós.
Luís Carlos de Menezes é professor do Instituto de Física da USP e membro do Conselho Técnico Científico da CAPES para Educação Básica e membro da equipe da UNESCO do Projeto de Currículos Integrados no Ensino Médio. Aqui ele mistura assuntos como cosmos, tempo, educação, tecnologia e exclusão social para discorrer sobre o momento singular da atualidade. Para ele "devemos reconhecer o imponderável, gerar o novo, tendo a dúvida como direito, essa é a condição de liberdade".
No vídeo a seguir, o professor Luis Carlos Menezes põe-se a pensar na possibilidade de se aprender com as incertezas, o aprendizado que vem do imponderável. Agradou-me, afinal, agrada-me a possibilidade de um alicerce movediço, ovos que são pisados, enquanto arfamos por uma vida mais autônoma. Na expectativa religiosa talvez seja mais adequado o uso do termo "tillichiano" - uma vida teônoma. Aquela que manifesta-se na busca incerta do Sagrado. Um sagrado mais para Rudolph Otto do que para Karl Barth. Talvez mais próximo do Deus desconhecido "nietzschiano" do que do Deus presente e palpável dos fundamentos estadunidenses. Talvez um Deus como o do PseudoDionísio de Aeropagital, um Deus que está para além, que é super-trans-over-hiper. Um Deus que está para além dele mesmo (talvez?), mas que certamente está para além de nós. Mas estranhamente, ainda assim, em nós.
Thiago Barbosa
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Sobre os esteriótipos sociais em declínio
A seguir segue o vídeo de Regina Casé, aqui ela apresenta sua percepção sobre a quebra dos rigores sociais esteriotipados impostos, em parte, pela mídia. Acima de tudo, eia a oportunidade para nós teólogos retornarmos à Paul Tillich, retornarmos à cultura como fenômeno de manifestação do sagrado, e ao invés de demonizá-la (a cultura), santificá-la. Eis a saída para um mundo que percebe Deus nas relações humanas e no fazer, e saber fazer dos homens e mulheres.
Há de se ter esperança, ao menos na percepção igualitária, na intenção cristã de que os esteriótipos sejam deixados de lados, e nos reste apenas a alcunha de irmãos.
Há de se ter esperança, ao menos na percepção igualitária, na intenção cristã de que os esteriótipos sejam deixados de lados, e nos reste apenas a alcunha de irmãos.
TEDxSP 2009 - Regina Casé from TEDxSP on Vimeo.
Thiago Barbosa
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Certezas, verdades, que nada!
Quiçá um dia cristãos brasileiros
entenderão que a lógica do literalismo, da verdade absoluta, do “é assim ou é
assado”, é, na verdade, um desenho à lápis, além de se constituir como lógica
de exclusão. Quiçá um dia reconheceremos, todos nós, que “certezas são como
prisões” e que nossos esforços hermenêuticos são filhos da provisoriedade das construções humanas que não, de maneira
alguma, podem fugir do movimento da vida, do devir, da dança existencial.
Jonathan
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A VIDA NOS LIVROS - É assim a vida com os livros:
é vento que acaricia o rosto livre
é voo que guia aos sem destino
é vida que vem e que vai nas palavras
é o saber daquilo que não se sabe;
é o destino que escreve a alma humana
é a alma que acalenta a esperança
é esperança que, teimosa, insiste em dar graça
é Graça que teima em resistir
é o saber que bate à porta e liberta
que enumera as possibilidades que se apresentam
que refaz a vida das migalhas
é palavra que acalenta
é vida que teima em seguir
e quando segue e finda, ainda há o que viver.
(Thiago Barbosa)
sábado, 21 de janeiro de 2012
A educação da dúvida
Hoje sou professor. Gosto muito do que faço, embora ainda tenha coisas que me desagrada, mas são coisas menores, pequenas, muito insípidas perto do prazer de estar em sala de aula.
Sim, o grande prazer nem é tanto estar como professor, mas sim estar em sala, ali o ambiente me soa mágico, lúdico, é ali que está aberto o campo da dúvida e da autonomia, e essas são palavras importantes de serem resgatadas, ainda mais por quem se enxerga como professor.
Minha caminhada até aqui foi em sala de aula, fui pra lá muito cedo, com pais que têm uma longa jornada de trabalho fora do lar, a escola acaba sendo o refúgio dos órfãos de horário comercial. Creio ser essa impressão que torna parte das escolas depósitos de crianças, e não mais um lugar tão lúdico assim. Isso parece ficar mais grave à medida que a criança se desenvolve, as dúvidas são tidas como afrontas aos mestres. Pobres mestres, já não são mestres se perderam a percepção de que a dúvida é o combustível de sua profissão. Inverteram a lógica do aprendizado, disseram que as respostas são mais importantes. Mentira. As respostas, se vieram, vieram por intermédio de uma pergunta, assim, matar a noção de curiosidade, da busca, é aniquilar o senso motor da educação.
Bom será o dia em que poderei me calar, e mediante a chuva de indagações, eu ficarei em silêncio, aí sim as crianças terão tomado para si a educação. Não essa curricular, segmentada, aprisionada em afirmações assertivas e predispostas, mas antes a educação dos anseios e expectativas da humanidade.
Se uma oração pode ser feita por um professor ela mescla cristianismo e filosofia: “Deixai vir a mim os pequeninos” (...)”só sei que nada sei”.
E pra não dizerem que não falei de Edgar Morin, que se levante na sociedade a educação do PENSO LOGO EXISTO, assim como a do EXISTO LOGO PENSO.
Sim, o grande prazer nem é tanto estar como professor, mas sim estar em sala, ali o ambiente me soa mágico, lúdico, é ali que está aberto o campo da dúvida e da autonomia, e essas são palavras importantes de serem resgatadas, ainda mais por quem se enxerga como professor.
Minha caminhada até aqui foi em sala de aula, fui pra lá muito cedo, com pais que têm uma longa jornada de trabalho fora do lar, a escola acaba sendo o refúgio dos órfãos de horário comercial. Creio ser essa impressão que torna parte das escolas depósitos de crianças, e não mais um lugar tão lúdico assim. Isso parece ficar mais grave à medida que a criança se desenvolve, as dúvidas são tidas como afrontas aos mestres. Pobres mestres, já não são mestres se perderam a percepção de que a dúvida é o combustível de sua profissão. Inverteram a lógica do aprendizado, disseram que as respostas são mais importantes. Mentira. As respostas, se vieram, vieram por intermédio de uma pergunta, assim, matar a noção de curiosidade, da busca, é aniquilar o senso motor da educação.
Bom será o dia em que poderei me calar, e mediante a chuva de indagações, eu ficarei em silêncio, aí sim as crianças terão tomado para si a educação. Não essa curricular, segmentada, aprisionada em afirmações assertivas e predispostas, mas antes a educação dos anseios e expectativas da humanidade.
Se uma oração pode ser feita por um professor ela mescla cristianismo e filosofia: “Deixai vir a mim os pequeninos” (...)”só sei que nada sei”.
E pra não dizerem que não falei de Edgar Morin, que se levante na sociedade a educação do PENSO LOGO EXISTO, assim como a do EXISTO LOGO PENSO.
Thiago Barbosa
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Os inimigos da razão
Eis mais um vídeo de Richard Dawkins. Certamente não concordo com
todos os seus apontamentos, porém, creio ser tão importante
aprofundarmos naquilo que concordamos quanto naquilo que NÃO
concordamos. Na teologia devemos nos aventurar na dúvida, no
questionamento, assim nossas percepções serão cada vez menos certas, porém, serão
cada vez mais nossas, pessoais. Talvez assim tenhamos contato com um ser humano não segmentado, mas, completo, complexo, tanto biológico quanto noológico. Como os pés firmes no hoje, nas gentes, mas com a mente que transcenda a finitude e apresente a esperança.
Creio que Dawkins seja tão
fundamentalista quanto qualquer clérico cristão, porém o clérico olha
para a casa e vê dentro um homem, Dawkins e seu ateísmo olha para a casa
e não vê ninguem lá dentro. Sendo a casa uma metáfora para o
metafísico, ambos têm fé, e muita, vendo ou não vendo o homem na casa.
Aconselho sempre a leitura homeopática de A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO -
Ludwig Feuerbach.
Ps. Esta conduta esotérica teima em aproximar-se dos discursos proferidos nos púlpitos cristãos. Talvez seja a hora de visitar as vociferações de Dawkins, e mais, de tudo aquilo que o século XIX já nos dizia com seus pensadores, para construirmos um novo trilhar para a religião. Teimo em prosseguir na solidão de meu caminho, com o vento gélido no rosto, e o horizonte amplo e inóspito à frente; sei que não estou sozinho, mas mesmo esta multidão trilha o caminho autônomo, sós, enfim.
Thiago Barbosa
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Lei Áurea das Religiões
Pr. Ricardo Gondim apresenta a tolerância e o respeito como valores humanos e portanto íntimos de toda e qualquer religiosidade saudável.
Thiago Barbosa
Thiago Barbosa
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Novo mapa das religiões no Brasil
Novamente o Brasil dá demonstrações de sua diversidade. Caso nosso "sangue", nosso código genético, já não fosse prova suficiente dessa mescla bela das possibilidades do gene, agora vemos que o monopólio religioso também esfacela-se em nossa nação. Os grupos tornam-se mais heterogêneos, dispersos, com ascenção até dos que não se agregam às religiões ou igrejas denominacionais. Os dados podem ser conferidos com mais acuidade acessando http://www.fgv.br/cps/religiao/.
Fato importante é notarmos como Max Weber é atualíssimo, mesmo após anos, mesmo após séculos, seu Ética Protestante e o Espírito Capitalista nos abre os olhos sobre os crescimento dos evangélicos. Seremos a próxima religião de STATUS QUO no solo brasileiro? O custo para se atingir esse STATUS QUO não será alto demais, à ponto de se perder a identidade primária? Quanto a isso há uma possibilidade fortíssima, as religiões mostram-se com mais representação na sociedade, grupos antes nem mesmo contabilizados já apresentam sua fatia de fiéis. Evangélicos crescem, e outros grupos tidos como minoritários também.
Aí está o carater religioso dos latinos, sumamente dos brasileiros, os pastos mudam, os pastores também, mas as ovelhas; as ovelhas permanecem, hora pastoreadas por católicos, hora por protestantes/evangélicos, hora por grupos afros, orientiais e ou mesmo pela ciência, mas as ovelhas continuam procurando onde pastar. Temo só que, ao invés de usarem apenas a lã, os líderes do novo mapa religioso queiram a carne, o sangue, a vida de suas ovelhas, ou em termos "weberianos" o seu capital. Uma relação "vampiresca" de sugar-lhes a essência e cuspír os corpos vazios. Afinal, religião que religa, não esvazia ninguém, antes enche de vida, esperança, espectativa, de que dias melhores virão, de que a libertação virá, e que, mesmo na infinda diversidade brasileira, ainda poderemos conviver em paz, de uma vez por todas.
De qualquer modo deixo o comentário de Marcelo Neri (FGV/cps) para nos inserir melhor nas análises estatísticas do Brasil religioso.
Thiago Barbosa
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Ciência e Magia
Da concepção ao nascimento é uma fala de Alexander Tsiaras. Sem dúvida a magia e a ciência andam de mãos dadas, não podem ser excludentes, mas juntas apontam para uma forma de transcendêncai que a humanidade reconhece como Deus.
Eis a intenção desse vídeo, aproximar de vocês que nos leem com a intenção de racionalidade, sem nunca perder o viés da fé, da magia, do oculto. Sem nunca perder a percepção de um Deus que está para além de deus.
Thiago Barbosa
Eis a intenção desse vídeo, aproximar de vocês que nos leem com a intenção de racionalidade, sem nunca perder o viés da fé, da magia, do oculto. Sem nunca perder a percepção de um Deus que está para além de deus.
Thiago Barbosa
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Provocando a Educação ou Educação provocativa
Aqui posto um encontro que, se não é "memorável", ao certo é provocador, desconcertante, àqueles que levam a educação com seriedade. Educação é feita por perguntas, questionamentos, eventualmente, vez ou outra, por respostas. Nesse magistral encontro temos Antônio Abujamra entrevistando Rubem Alves, em PROVOCAÇÕES.
Thiago Barbosa
Thiago Barbosa
Assinar:
Postagens (Atom)