quarta-feira, 25 de julho de 2012
Ferreira Gullart - A necessidade da Arte
"Sem criar Deus o homem jamais teria atingido a dimensão que tem hoje." O documentário Ferreira Gullar - A Necessidade da Arte, que estreia em 13/12, às 21h30, dirigido por Zelito Viana, Vera Paula, Aruanna Cavalleiro e Cláudio Duarte, reflete sobre o salto conceitual da arte no século 19 e explica por que o homem necessita da arte e da fruição do belo.
Thiago Barbosa
Menino jesus - Fernando Pessoa
Nesse vídeo, a cantora Maria Bethânia diz o "Poema do menino Jesus", de Fernando Pessoa e, em seguida, canta "O doce mistério da vida". A linha tênue que se apresenta entre a teologia da experiência humana e a poesia que vem da alma humana. Ambas, teologia e fé, são frutos de uma existencialidade humana, pura genuína, íntima demais para serem abandonadas, mas, prontamente altivas para nossa curiosidade.
Thiago Barbosa
sábado, 21 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Reflexões sobre morte e vida
Peço permissão para, por meio
desse pequeno texto, ser também pessoal e, escrevendo, buscar entendimento
sobre sentimentos que me percorrem e aflingem. Certo é que este último mês não
me foi dos melhores, afinal estar frente à morte nunca é uma experiência
agradável; ela, a morte, sempre nos causa estranhamento, um certo grau de
desconforto que são característicos. Sim, apenas neste mês de julho duas
pessoas muito queridas morreram, uma após dois anos de lutas frente à uma
enfermidade; a outra, de modo abrupto, rápido, com um enfarte fulminante;
porém, ambos, antes desses eventos, cheios de vida, de força, de uma altivez
motivadora e de um estilo de vida que nos impulsiona à Deus. Se foram o “tio
Jurandir” e o “irmão Castilho”. E aqui me questiono: que sentimento é esse que
nos percorre quando estamos diante à morte?
A morte é implacável e certa,
talvez seja a única certeza de nossas vidas, é uma certeza biológica e
incontestável. A poesia de Francisco Otaviano aponta para o sofrimento, que por
meio da morte se faz presente: Quem passou
pela vida em branca nuvem/ e em plácido recanto adormeceu,/ quem não sentiu o
frio da desgraça,/ quem passou pela vida e não sofreu/ foi espectro de homem,
não foi homem,/ só passou pela vida, não viveu. Este sentimento de
desalento, de incompletude é evidência da impotência humana frente à morte, é
demonstração da finitude humana, frente à um evento trágico que nos separa de
quem tanto amamos, e é esta separação que nos dói, nos massacra, nos abre o
peito em lágrimas. Eis a dor da saudade.
Mas, se por um lado a morte é
dor, sofrimento, separação e saudade, por outro, pelo viés cristão, é esperança
e renovo. Tal qual a natureza precisa da morte para recobrar forças e florir
após o inverno, o cristão busca na morte o renovo, assim, nós cristãos
redescobrimos na morte a força da esperança que nos impulsiona à viver. Sim,
Deus manifesta-se também nas dores que nos cercam. Dietrich Bonhoeffer aponta
para isso quando diz que a manifestação de Deus se dá na realidade humana: “Não há duas realidades, mas apenas uma, que
é a realidade de Deus revelada em Cristo na realidade do Mundo. Ao
comparticipar em Cristo, permanecemos, ao mesmo tempo, na realidade de Deus e
na realidade do mundo.” A manifestação divina em Jesus, em todos os
aspectos da sua vida messiânica, se deu nos momentos de felicidade e tristeza,
durante as tempestades e bonanças, Deus manifestou-se em Cristo , e em nós
também, nesses sentimentos díspares que moldam a complexidade humana. Assim, a
morte não é o abandono de Deus, mas também é sua manifestação, de um modo pra
além de nosso entendimento, apontando-nos para a finitude humana, mas
sobretudo, mostrando a esperança da eternidade com Cristo em Deus. Dietrich
Bonhoeffer foi enforcado pela ação do partido nazista durante a Segunda Grande
Guerra, ao ser levado para o cadafalso um de seus algozes lhe disse: “Este é o
fim”; Bonhoeffer retrucou dizendo: “Para mim, o início da vida.”
Mas a morte é implacável e certa,
mesmo com essas constatações a humanidade teima em amenizar, mascarar a morte.
Iludimos falseando a certeza da morte. Esse rompimento drástico com o tangível,
o perceptível, talvez seja a razão pela qual nunca estamos preparados para essa
trágica cisão. Mediante essas convicções, da certeza inevitável da morte e da
incerteza do que está para além da vida, é que podemos enfrentar “a morte sem
pavor ou rejeição”. A morte parece ser o antagonismo de Deus, mas curiosamente,
frente à morte de Cruz, Jesus contempla o Deus que está ausente. Esta teologia
negativa, da ausência, ainda sim nos remete à dimensão do cuidado e da
esperança. A jornada de Jesus teve um duro golpe na cruz, mas ainda sim trouxe
esperança enquanto percorria o caminho de Emaús. A morte é o nosso êxodo, é o
mar que se abre para a completude. A dor da morte é irrepreensível, mas
assemelham-se mais às dores de parto, pois é assim que experimentamos a vida,
agora eterna. Assim o pranto se transforma em dança, enfim.
Thiago Barbosa
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Poema Negro - Augusto dos anjos
Sobre a morte, eis o viés de Augusto dos Anjos, na voz de Othon Bastos.
Thiago Barbosa
terça-feira, 12 de junho de 2012
SEMPRE UM PAPO - Frei Betto e Frei Fernando
Grandes teólogos sempre terão lugar em nossas mentes, afinal, suas falas não são prisioneitas da teologia, mas são transcendentes na existencialidade humana.
Thiago Barbosa
sábado, 2 de junho de 2012
Os rumos teológicos da Betesda - Ricardo Gondim
De certo modo sinto-me representado por essa fala do Pr. Ricardo Gondim. Percebo essa urgência na teologia brasileira/latinoamericana, uma urgência de pensamento, para além de uma EBD de luxo, pseudodenominada teologia apologética. É preciso coragem, consciência da aspereza do caminho, mas, acima de tudo, esperança na cruz que visualiza a vida, e não o metafísico.
Thiago Barbosa
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Uma crônica do Natal - Chico Anysio
Ao lançar seu olhar para o natal, Chico Anysio mostra sua hermenêutica popular do evento natalício, e assim, aponta para sua visão de volta à Deus. Interessantíssimo.
Thiago Barbosa
terça-feira, 22 de maio de 2012
Uma igreja relevante para os pobres
Uma bela fala do Pastor Carlos Queiroz, com uma bela apresentação feita por Ariovaldo Ramos. Realmente vale a pena assistir, ainda mais em um país de Evangelhos prósperos e em um mundo que ser pobre é ser Maldito. Eis a essência do Sermão do Monte.
Thiago Barbosa
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Um pé na Bíblia, outro no chão - Frei Carlos Mesters
Eis mais um vídeo que nos chama à percepção de uma espiritualidade pronta à terra, ao povo simples do campo.
Tomo aqui as palavras do amigo teólogo Jonathan Douglas: "Me lembra coisas do Antigo Testamento... fé que é necessidade, fé que está atrelada as necessidades básicas da vida. Num mundo tecnocrata, é bom sentir o sabor das canções e poesias que nos sensibilizam, nos aproximam do gosto da vida, daquilo que vale a pena, da presença divina que se manifesta também nos cantões e nos sertões."
Carlos Mester é um desses seres que tem a erudição que fala para a vida, é a suavidade e a beleza. Como ele mesmo diria, é a porta lateral, da teologia, fazendo concordância com a porta principal da fé e da experiência do povo campesino com o SAGRADO. Com vocês, Frei Carlos Mesters.
Thiago Barbosa
Rolando Boldrin - A fé na roça
Gosto de perceber a fé do povo simples do campo, parece ser mais genuína, mais livre, mais terrena e perspicaz. É na terra do campo que brota a fé que liga o homem à Deus, e todos vivendo ali, no campo, comendo, respirando, bebendo, amando. É necessário entender a fé campesina, aí então propor a fé para o Brasil. Eis a questão cultural para os teólogos brasileiros.
Thiago Barbosa
Thiago Barbosa
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