A arte de pensar livremente

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Aqui somos pretensiosos escribas. Nesses pergaminhos virtuais jazem o sangue, o suor e as lágrimas dos que se propõem a pensar com autonomia. (TeHILAT HAKeMAH YIRe'aT YHWH) prov 9,10a
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Novo mapa das religiões no Brasil

Novamente o Brasil dá demonstrações de sua diversidade. Caso nosso "sangue", nosso código genético, já não fosse prova suficiente dessa mescla bela das possibilidades do gene, agora vemos que o monopólio religioso também esfacela-se em nossa nação. Os grupos tornam-se mais heterogêneos, dispersos, com ascenção até dos que não se agregam às religiões ou igrejas denominacionais. Os dados podem ser conferidos com mais acuidade acessando http://www.fgv.br/cps/religiao/.

Fato importante é notarmos como Max Weber é atualíssimo, mesmo após anos, mesmo após séculos, seu Ética Protestante e o Espírito Capitalista nos abre os olhos sobre os crescimento dos evangélicos. Seremos a próxima religião de STATUS QUO no solo brasileiro? O custo para se atingir esse STATUS QUO não será alto demais, à ponto de se perder a identidade primária? Quanto a isso há uma possibilidade fortíssima, as religiões mostram-se com mais representação na sociedade, grupos antes nem mesmo contabilizados já apresentam sua fatia de fiéis. Evangélicos crescem, e outros grupos tidos como minoritários também.

Aí está o carater religioso dos latinos, sumamente dos brasileiros, os pastos mudam, os pastores também, mas as ovelhas; as ovelhas permanecem, hora pastoreadas por católicos, hora por protestantes/evangélicos, hora por grupos afros, orientiais e ou mesmo pela ciência, mas as ovelhas continuam procurando onde pastar. Temo só que, ao invés de usarem apenas a lã, os líderes do novo mapa religioso queiram a carne, o sangue, a vida de suas ovelhas, ou em termos "weberianos" o seu capital. Uma relação "vampiresca" de sugar-lhes a essência e cuspír os corpos vazios. Afinal, religião que religa, não esvazia ninguém, antes enche de vida, esperança, espectativa, de que dias melhores virão, de que a libertação virá, e que, mesmo na infinda diversidade brasileira, ainda poderemos conviver em paz, de uma vez por todas.

De qualquer modo deixo o comentário de Marcelo Neri (FGV/cps) para nos inserir melhor nas análises estatísticas do Brasil religioso.



Thiago Barbosa