A arte de pensar livremente

A arte de pensar livremente
Aqui somos pretensiosos escribas. Nesses pergaminhos virtuais jazem o sangue, o suor e as lágrimas dos que se propõem a pensar com autonomia. (TeHILAT HAKeMAH YIRe'aT YHWH) prov 9,10a
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terça-feira, 27 de março de 2012

Educação planetária

Que Edgar Morin é um gênio isto é fato. Que, usualmente, os gênios são tomados por hereges é também um outro fato. Que a educação perdeu sua capacidade de perceber o complexo é notório, mas ainda há esperança na educação complexa. De igual modo há esperança para um mundo que se perceba complexo. Uma religião complexa, eis o desafio?
Sempre vale à pena retornar à Morin, e sua educação planetária complexa.





Thiago Barbosa

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Novo mapa das religiões no Brasil

Novamente o Brasil dá demonstrações de sua diversidade. Caso nosso "sangue", nosso código genético, já não fosse prova suficiente dessa mescla bela das possibilidades do gene, agora vemos que o monopólio religioso também esfacela-se em nossa nação. Os grupos tornam-se mais heterogêneos, dispersos, com ascenção até dos que não se agregam às religiões ou igrejas denominacionais. Os dados podem ser conferidos com mais acuidade acessando http://www.fgv.br/cps/religiao/.

Fato importante é notarmos como Max Weber é atualíssimo, mesmo após anos, mesmo após séculos, seu Ética Protestante e o Espírito Capitalista nos abre os olhos sobre os crescimento dos evangélicos. Seremos a próxima religião de STATUS QUO no solo brasileiro? O custo para se atingir esse STATUS QUO não será alto demais, à ponto de se perder a identidade primária? Quanto a isso há uma possibilidade fortíssima, as religiões mostram-se com mais representação na sociedade, grupos antes nem mesmo contabilizados já apresentam sua fatia de fiéis. Evangélicos crescem, e outros grupos tidos como minoritários também.

Aí está o carater religioso dos latinos, sumamente dos brasileiros, os pastos mudam, os pastores também, mas as ovelhas; as ovelhas permanecem, hora pastoreadas por católicos, hora por protestantes/evangélicos, hora por grupos afros, orientiais e ou mesmo pela ciência, mas as ovelhas continuam procurando onde pastar. Temo só que, ao invés de usarem apenas a lã, os líderes do novo mapa religioso queiram a carne, o sangue, a vida de suas ovelhas, ou em termos "weberianos" o seu capital. Uma relação "vampiresca" de sugar-lhes a essência e cuspír os corpos vazios. Afinal, religião que religa, não esvazia ninguém, antes enche de vida, esperança, espectativa, de que dias melhores virão, de que a libertação virá, e que, mesmo na infinda diversidade brasileira, ainda poderemos conviver em paz, de uma vez por todas.

De qualquer modo deixo o comentário de Marcelo Neri (FGV/cps) para nos inserir melhor nas análises estatísticas do Brasil religioso.



Thiago Barbosa

sexta-feira, 4 de março de 2011

Encantamento ainda


Na verdade fico feliz quando algumas coisas que penso começam a ser discutidas pelas mentes pensantes do nascente seculo XXI. Digo isso porque tenho acompanhado, entre muitas outras discussões,  a discussão sobre o desencantajmento e o re-encantamento do mundo. Como o disse um ex-professor, a Europa havia decretado o desencantamento do mundo logo após as grandes transformações cinentíficas, filosóficas e tecnológicas advindas do bombástico século XIX. Em outras palavras, toda a magia e sacralidade, toda a visão metafísica do mundo tornou-se uma impossibilidade.Com isso, podemos dizer, o mundo se desencanta.

Mas parece que há um movimento, liderado por filósofos consideravelmente reconhecidos por grande parte dos pensadores atuais, que insistem em propor  a existência ou a ocorrência de um fenômeno: a volta ao encantamento. Para alguns, isso é uma falácia. Pesquisadores como o Dr. Osvaldo Luiz Ribeiro, Teólogo Batista, defendem a posição de que o mundo nunca se desencantou, ao contrário, somente parte da Europa o disse, o vivenciou, em parte, não toda Europa, muito menos todo o mundo. A religião para o Dr. Ribeiro, nunca deixou de existir, nunca. E eu concordo.

Como afirmei no começo, gosto de saber que as coisas pelas quais tenho refletido permeiam o pensamento dos pensadores. Saber que a magia, a sacralidade - porque não dizer a religião - não morreram, ao menos no imaginário das muitas sociedades no mundo e nas discussões dos intelectuais. Isso fortalece a ideia, a qual tenho desenvolvido em meus estudos, de que há no homem o desejo, a necessidade  de encontro, a curiosidade,  o querer sobre o Incondicionado, sobre o Mistério. Está em nossa constituição a partícula sagrada de uma preocupação última, que nos toca e nos leva a uma cosmovisão teônoma do cosmos e da existência. Mesmo que o sagrado nã esteja na coisa em si, está, ao menos, em nossos olhos.

Esse interesse pelo que nos toca incondicionalmente, pelo Uno indivisível, mas que pode ser encontrado aqui e ali, pelo sagrado invisível e também palpável, escondido e revelado, é, sim, coisa humana.
Boas palavras essas, as de

Por isto não ‘creio’, nem ‘descreio’.
Descobri um outro ‘jeito’: sei…
E quando se sabe, não tem como mudar de opinião, já que não é uma opinião. Faz parte de mim, assim com respirar e ter ossos, que com a maturidade chegando doem...
E estas experiências, momentos de êxtase, satori ou samadhi, como se diz na Índia, não tem como descrever. Não tem como transferir…
Não cabe em nenhum livro, nem é minha realidade atual…
Já dancei com ‘algo’ que me elevou aos ‘céus’ e ao mesmo tempo, sentia meus pés bem firmes no chão.
Por isto gosto muito da expressão dos Sufis: La ilaha illa ‘llah, que eu resumo assim: só existe deus. Só deus é!

(José Bosco dalla Pietá Carvalho - 03/04/2007)
Jonathan

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Daniel Dannett e os pensamentos infecciosos

Começando com o simples caso de uma formiguinha, o filósofo Dan Dennett desencadeia um devastador bombardeio de ideias, construindo uma argumentação decisiva a favor da existência dos memes: conceitos que são literalmente vivos.




Thiago Barbosa

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A LIGA - Os vendedores de ilusões.

Obstáculos no trabalho e amores não correspondidos. Muita gente acha que a solução desses problemas não está na ciência. Por esse motivo, procuram outros tipos de profissionais, com métodos diferentes para aliviar o sofrimento. Thaíde, Rosane, Débora e Rafinha vão mostrar os diversos meios alternativos para a recuperação física e psicológica.





















Thiago Barbosa

terça-feira, 6 de abril de 2010

Religião, Utopia e Esperança


Lutero - quem diria! - deu o ponta-pé inicial colocando a própria religião em maus lençóis. Com a Reforma, inaugura-se, quase efetivamente, a era da racionalidade, abrindo caminhos tenebrosos em direção à crítica fomentada (graças aos orientais árabes), principalmente, no século XIX pelos chamados “Cavaleiros do Apocalipse”. Daí para frente, tudo o que diz respeitos às coisas sagradas, a transcendência, ao metafísico, tudo o que diz respeito ao campo religioso, se torna objeto de questionamentos incisivos e perturbadores. Isso ameaçou a experiência religiosa confiscando seu lugar no mundo sensível e palpável. A ciência insurge juntamente com o desenvolvimento da tecnologia e se torna a mais adorada deusa da (pós?) modernidade. Parece que nenhum discurso religioso subsistirá a essa força realista e racionalista da razão sobrepõe à fé, e ela tende a desaparecer.


Mas talvez haja esperança. E, se tratando de esperança, recomendaria a leitura de um livrinho muito interessante escrito por Pedro César kemp Gonçalves, chamado Reflexões sobre a religião como utopia e esperança. Do autor, quase nada descobri, pelo menos ainda não, mas com certeza essas reflexões se fazem extremamente válidas em nossos dias onde vemos um descarte do “homo religiosus”. A religiosidade parece ter cheiro de coisa velha, arcaica, primitiva, atrasada. No entanto, Gonçalves busca manter vivo aquilo que, segundo ele, é parte constitutiva do ser.


Na primeira parte do livro, trata do fenômeno religioso. Procura mostrar, através de uma perspectiva histórico-antropológica, ser a religião, algo que surge atrelada às descobertas do próprio homem. Em sua evolução no decurso da história, é ela, um sentimento que emana das necessidades mais profundas da vida: a subsistência, o sentido da vida, a morte, questões existenciais. Acompanha, portanto, o desejo do homem pela transcendência.


“Não se entende a religião senão profundamente relacionada com o agir e existir

daquele que reza, inclina-se, transforma objetos em símbolos e constrói templos”(GONÇALVES-1985)


Em sequência, procura identificar a religião como construção imaginária. Sua perspectiva é antropológica, principalmente, quando configura a experiência religiosa como produção do próprio homem numa projeção, numa dimensão “invisível e misteriosa”. A imaginação é a palavra chave nessa parte do livro, mostrando que “diferentemente do animal, que possui uma vida interior idêntica a exterior, o homem constitui-se de uma vida interior diversa do exterior”. Aqui também, o autor passa a responder à pergunta “Porque os homens fazem religião?”. Uma pergunta com várias respostas que, segundo o autor, são respondidas sem a compreensão do que seja ou do que signifique a religião para o homem. Apresenta os questionamentos de Comte, Marx, Feuerbach e Freud, os grandes questionadores da religiosidade humana. Assim responde as conhecidas rajadas de ceticismo dessas mentes brilhantes:


“Apesar de estar intimamente ligada às expressões da imaginação, o sentimento religioso não desaparece com o desvendar das coisas inexplicáveis feito pela ciência. Nem mesmo com o mundo mais controlável pela tecnologia, pois o homem ainda sente a necessidade de utopias. Necessita de algo que o faça olhar sempre para frente, que faça com que sua vida mereça ser vivida, que responda às indagações existenciais e corresponda aos desejos.” (GONÇALVES-1985).


No terceiro capítulo do livro, nos é apresentado a religião como esperança. É a confirmação do homo sperans e sua “abertura para o absoluto”, para a “transcendência”, o que distingue seu projeto imaginário de qualquer outro, pois é nela que se vê “ a marca que ilumina a realidade do ser humano: a necessidade de que a vida faça sentido, e plena realização dos projetos no futuro.” Parece que encarar a vida pressupondo um futuro realizável, ainda que imaginariamente, demonstra ser uma ferramenta viável para o homem religioso. Ele “molda sua vida para o que há de vir”, para aquilo que espera ser, um dia, num futuro, fomentando a vontade de progredir e de vencer, de chorar e depois sorrir, pois os olhos estão fitos além.


"Portanto, ter esperança é um estado de ser. É pois, algo que acompanha todo o crescimento da vida do homem, orientando-a e dando sempre um vigor novo para o agir. Assim, não é apenas uma diretriz ou uma orientação, mas também princípio, causa de ação. O homo sperans faz, age para ver o mais depressa possível o ‘ainda- não-existente’ tornar-se realidade.”(GONÇALVES-1985)


Para Gonçalves, o profeta é a figura que “profetiza a esperança”. Não num sentido de alienação, mas de um “exemplo vivo do homem sperans”, pois a partir de suas leituras da real condição da sociedade, apregoa um novo mundo, projetando a esperança num futuro em oposição ao que se vê. Não os confundamos com “adivinhos” ou “videntes”, não são mágicos. São arquitetos da imaginação e sua luta é contra a desesperança, levantando sua voz em favor dos que querem um mundo diferente, um mundo melhor.


“O profeta é aquele que reaviva nos homens a esperança. Ele não está a anunciar uma mensagem qualquer, alienada do aqui e agora. Não prevê o futuro, mas parte da história presente. Vê, compreende e, denunciando o mundo contraditório, anuncia a sua mensagem de esperança num mundo melhor.” (GONÇALVES-1985)


Penso ser essa uma perspectiva muito saudável, agradável e favorável à manutenção da fé. Um olhar onde não se afirma ontologicamente a verdade, nem se pretende convencer de uma realidade transcendente, tão pouco, transformar um discurso místico em ferramentas político-religiosas de manipulação (ideal). È saudável por admitir a necessidade inerente ao homem de desejar o mistério, o infinito, o mágico. Simplesmente uma satisfação de desejos, respostas terapêuticas ao desespero, ópio na medida do alívio da dor. Esperança diante do “pavor dos finitos”: a morte.


Calma, querido Gonçalves! Não penso que a luta desses pensadores fosse diretamente contra esse “fenômeno tipicamente humano”. Minhas suspeitas estão postas na questão de uma insurgência desses senhores (Marx e companhia...) contra ideologias-dominadoras-de-mentes-ingênuas, mentes místicas, crentes. Essas ideologias, que por séculos, ofereceram “pratos feitos” de verdades inquestionáveis a fim de dominar o imaginário e o corpo das gentes, são o principal alvo desses tirambáços.


Quer Homo Religiosus maior que o Homo Brasilis?


Jonathan


*GONÇALVES, Pedro César Kemp. Reflexões sobre a religião como utopia e esperança. São Paulo: Ed. Paulinas, 1985.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O senhorio do discurso

Cosmopolita por natureza, o homem sob a alcunha de um mundo globalizado, nos apresenta uma incrível complexidade relacional entre os mais diversos grupos sociais existentes. As relações humanas observáveis, harmônicas ou não, são caracterizadas e afirmadas junto a tais grupos sociais pelo teor intrínseco aos discursos emanados de tais líderes “tribais”. Sendo o discurso uma ferramenta primaz de controle social, a permanência sustentável de um padrão cultural sistematizado, advém, entre outros fatores, da boa utilização do idioma corrente ao grupo em que se representa ou se faz inserido.

Durante os anos mais remotos do processo organizacional dos hominídeos, ainda com impossibilidades anatômicas para a elaboração de uma linguagem falada, as feições faciais e corporais emolduravam um discurso baseado em movimentos e expressões do corpo. O idioma não falado mostrava sua validade, importância e efetividade na transmissão dos conceitos mais remotos de tecnologia. O fogo, técnicas de caça, abrigos mais eficazes, bem como o próprio controle sobre a tribo, todos eram conhecimentos obtidos com a eficácia do idioma corpóreo.

A cognição humana sempre permitiu um notório aumento nos níveis de complexidade de seus grupos organizacionais. A linguagem, ou melhor, idioma falado, é oriundo do aumento da capacidade cognitiva sob a abordagem da comunicação. O líder, que no grupo de hominídeos se afirma pela expressão corporal de agressividade e força, agora consegue lugar de destaque na realidade tribal por sua capacidade de transmitir conhecimentos por meio do idioma falado.

A humanidade sempre teve relação de busca e experiência com o sagrado. Relações de gratidão e necessidade, bem e mal, sempre emolduraram a relação do homem com aspectos sem explicação mensurável. A supremacia do planeta em seus ciclos vitais de reprodução, nascimento e morte formaram na mente humana uma relação devocional para com a natureza. O desenvolvimento da religiosidade e a predisposição para a transcendência física permeiam a criação e estruturalização da linguagem escrita. O idioma escrito é a possibilidade de o líder, detentor dos conhecimentos que regem e guiam uma sociedade, fazer com que esse conhecimento perdure, mesmo após sua morte.

Em um olhar rápido, observar o líder é observar aquele que detém, não só o conhecimento, mas também a transmissão do conhecimento de um povo, fazendo-se maior que os limites físicos que se aplicam sobre a vida. O líder, que abriga em si o idioma, abriga o conhecimento de inúmeras gerações que se propuseram ao exercício da complexidade crescente do fenômeno cognitivo humano.

Thiago Barbosa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Perdemos um pastorzão???


Como tudo o que chama atenção aqui postamos, coloco essa respostinha do humorista Danilo Gentili. Isso mesmo, aquele que foi expulso de uma igreja Batista por "questionar demais"...

Fiquemos com seus dizeres, que são bem interessantes...

Isso é uma resposta após sua atuação como "o repórter inexperiente" (quadro do programa CQC), em que entrevistou o Pop-padre-star Marcelo Rossi.

ps. segue o link...http://www.tomenota.net/site/?p=222


Jan 8, 2009

Em Julho do ano passado o humorista Danilo Gentili escreveu em seu
blog sobre o perdão que recebeu do Padre Marcelo Rossi e aproveitou para falar de religião.

“O Padre Marcelo disse no último sábado para o site Terra que me perdoou, pois esta é sua missão. Eu sempre achei que a sua missão era aquela missa que ele faz com mais de três horas de duração. Perdoai minha ignorância.


É que em toda minha estupidez moral, social e teológica, nunca encarei o perdão como missão e sim como obrigação de todos, seja padre, pai-de-santo ou um simples civil como eu. Confesso que me acho falho, sujo e pecador, obrigado a conviver com pessoas nas mesmas condições, por isso até então nunca tinha conseguido enxergar o perdão como missão e sim como única opção. Perdoai minha ignorância.


Mas sou grato ao Padre que além de perdão me deu algo ainda mais valioso: ensinou que com religião não se brinca. Eu errei por não conhecer a verdade. Eu achava que o Marcelo Rossi fosse apenas um padre. Não sabia que ele era uma religião. Se eu soubesse jamais teria brincado com ele. Tanto é que sei que o catolicismo é uma religião, por isso não brinquei com isso. Perdoai minha ignorância.


Confesso que no fundo, as vezes tive vontade de brincar com religião, pois pensava que a religião, assim como as festas folclóricas, os rituais de tribos, as manifestações culturais, a política, fossem coisas criadas pelos homens, e pra mim, se algo foi criado pelo homem, esse algo é falho. E se algo é falho, é digno de crítica, de análise, de humor, de comédia e de questionamento. Perdoai minha ignorância.


Eu também já quis me dar ao direito de não respeitar todas as coisas criadas pelo ser humano (como a religião por exemplo), da mesma forma que o ser humano não respeita as coisas criadas por Deus (como os animais, o planeta e a capacidade única do homem de não levar a sério as coisas idiotas que ele mesmo cria, como por exemplo, a religião). Perdoai a minha ignorância.
Hoje reconheço que religião realmente é um assunto sério. Um assunto tão sério que já provocou a morte de milhares de pessoas no decorrer da história. Com morte não se brinca. Perdoai minha ignorância.


Por falar em ignorância, peço que os amigos evangélicos sigam o exemplo do nobre padre e por favor me perdoem também. Quando eu fiz essa matéria, na Marcha pra Jesus, só queria tirar umas dúvidas, não quis ofender. Mas acho que errei ao questionar a integridade de alguém que fez o contrário do que prega. Eu não sou ninguém pra julgar alguém que se julga escolhido de Deus. Perdoai minha ignorância.


Obrigado Congresso Nacional. Vocês também me perdoaram essa semana. Obrigado por perdoar eu ter sido expulso e barrado por vocês.


E antes de finalizar que fique claro que eu também andei perdoando por aí. Eu disse pro presidente da Câmara, por exemplo, que no local onde trabalho, ele poderia entrar quando quisesse.


Mas confesso que dessa vez não perdoei por obrigação, por missão e nem por falta de opção. Eu perdoei só pra tentar dizer que minha atitude com ele era superior à atitude que o Congresso teve comigo. Quis meio que sair por cima. Dar uma bofetada com luva de pelica. Peço perdão pela sinceridade. Confesso que ainda não aprendi a lição do padre que é perdoar e sair anunciando por aí que perdoou apenas por ter muita humildade… humildade… humildade…
E se você viu alguma coisa no post acima que não gostou, acho que tem uma missão pela frente.”
Danilo também responde sobre ter sido expulso de uma igreja pelo pastor em entrevista ao blog
“O Apanhador“.


“Danilo - Na igreja católica fui convidado a me retirar do catecismo. Mas continuei católico. Um dia li a biblia e percebi q jamais poderia continuar sendo católico se quisesse acreditar que a Biblia é a palavra de Deus. Então busquei uma igreja que estivesse mais de acordo. Mas acho que encontrei apenas uma que estava em menos desacordo. Tambem fui convidado por um pastor a me retirar da igreja… e por irmãos a nao pregar mais… Pensei em ser padre..e em ser pastor… acabei virando humorista… pelo menos no fim das contas fiz as pessoas rirem (e não chorarem).”

Infelizmente perdemos um grande pastor...ao menos hilário e corajoso sim...

Thiago Barbosa