A arte de pensar livremente

A arte de pensar livremente
Aqui somos pretensiosos escribas. Nesses pergaminhos virtuais jazem o sangue, o suor e as lágrimas dos que se propõem a pensar com autonomia. (TeHILAT HAKeMAH YIRe'aT YHWH) prov 9,10a
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Os inimigos da razão

Eis mais um vídeo de Richard Dawkins. Certamente não concordo com todos os seus apontamentos, porém, creio ser tão importante aprofundarmos naquilo que concordamos quanto naquilo que NÃO concordamos. Na teologia devemos nos aventurar na dúvida, no questionamento, assim nossas percepções serão cada vez menos certas, porém, serão cada vez mais nossas, pessoais. Talvez assim tenhamos contato com um ser humano não segmentado, mas, completo, complexo, tanto biológico quanto noológico. Como os pés firmes no hoje, nas gentes, mas com a mente que transcenda a finitude  e apresente a esperança.

Creio que Dawkins seja tão fundamentalista quanto qualquer clérico cristão, porém o clérico olha para a casa e vê dentro um homem, Dawkins e seu ateísmo olha para a casa e não vê ninguem lá dentro. Sendo a casa uma metáfora para o metafísico, ambos têm fé, e muita, vendo ou não vendo o homem na casa. Aconselho sempre a leitura homeopática de A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO - Ludwig Feuerbach. 

Ps. Esta conduta esotérica teima em aproximar-se dos discursos proferidos nos púlpitos cristãos. Talvez seja a hora de visitar as vociferações de Dawkins, e mais, de tudo aquilo que o século XIX já nos dizia com seus pensadores, para construirmos um novo trilhar para a religião. Teimo em prosseguir na solidão de meu caminho, com o vento gélido no rosto, e o horizonte amplo e inóspito à frente; sei que não estou sozinho, mas mesmo esta multidão trilha o caminho autônomo, sós, enfim.





Thiago Barbosa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da reviravolta grega




(Péricles na Ágora grega)

"A Grécia se reconhece numa certa forma de vida social, num tipo de reflexão que definem a seus próprios olhos sua originalidade, sua superioridade sobre o mundo bárbaro: no lugar do Rei cuja onipotência se exerce sem controle, sem limite, no recesso de seu palácio, a vida política grega pretende ser o objeto de um debate público, em plena luz do sol, na Ágora (centro da cidade - local de debate), da parte de cidadãos definidos como iguais e de quem o Estado é a questão comum; no lugar das antigas cosmogonias associadas a rituais reais e a mitos de soberania, um pensamento novo procura estabelecer a ordem do mundo em relações de simetria, equilíbrio, de igualdade entre diversos elementos que compõem o cosmos." (Jean-Pierre Vernant, As origens do pensamento grego, ed. Bertrand Brasil, p. 12)

Os gregos são filhos da Cidade; a "filosofia é filha da cidade". Depois que abandonam o passado Micênico, por conta da invasão dos Dórios, os gregos estruturam uma nova forma de sociedade, com ela uma nova forma de pensar, e com esta última, a razão, uma nova forma de enxergar o mundo. Seus mitos, aqueles de "soberania", dão lugar ao equilíbrio presente em cada homem; a sociedade estruturada na mitologia dá espaço à um pensamento laico. É uma reviravolta e tanto...

Pergunto-me: será que precisaremos da invasão de um povo estranho que nos leve a repensar nossas crenças, nossos dogmas, para que enxerguemos que essa divinização das figuras de poder (políticos, papa, pastores, sábios, sadus, confenrencistas) não passa de um profundo engano?! De uma obstrução da Razão?! Será mesmo preciso uma nova reviravolta grega?!
Alan Buchard

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Espinoza - o apóstolo da razão

Benedictus de Spinoza (Amsterdã, 24 de novembro de 1632 — Haia, 21 de fevereiro de 1677), forma latinizada de Baruch de Spinoza , depois de ser excomungado pelo Judaísmo ,adotou o nome de Bento de Espinosa (português europeu) ou Benedito Espinosa (português brasileiro),e se auto intitulava "O Homem sem Superstições".

Foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.

Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno e tambem representante do Deísmo .















Thiago Barbosa